Eu mesma não me entendo. Às vezes me pego rindo das mesmas piadas, das mesmas estórias e das mesmas lembrancas. Chorando os mesmos rancores, com os mesmos filmes e as mesmas cenas tristes do jornal. Me pego amando o que eu sempre amei e quem eu sempre amei, mas parece que havia esquecido, re-amando pequenos prazeres, pequenos minutos e grandes pessoas. Meus medos estão nos meus sonhos, nos meus dejesos, minhas paixões, escrevo-os num cantinho ou deixo-os guardado na memória parece que para um dia desapareçam. Minhas paixões são minha perdição, onde mais perco e ganho tempo: meus amigos, minha escrita, minha leitura, meus filmes, minhas horas sonhando acordada. Meu caminho que parece que nunca foi claro, nunca teve setas, cheio de flores mas também de pedras, que parecem eternas no meu jardim da vida. Lembro do que quero esquecer e esqueço do que mais devia lembrar, aprendo o desnecessário e nunca aprendo o essencial. Tenho saudades do que não lembro e do que estar por vir. Pareco as vezes andar em círculos, indo pra lugar nenhum, para um dia chegar em algum lugar.
[Karla]
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