Thursday, 18 November 2010

Friday, 29 October 2010

Maior mentira: Quem lê viaja

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Amir Klink

Wednesday, 11 August 2010

Thursday, 5 August 2010

Quebremos os relógios!

Mensagem linda que minha amiga Carla Cruz me mandou hoje...

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas,
quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor de nossa vida.
Quando se vê, já se passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando,
pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo;
A única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais".

[Quintana]

Carpe Diem and Carpe Vie!

Thursday, 29 July 2010

Mary & Max

A must watch:

Tuesday, 27 July 2010

Thursday, 1 July 2010

Thursday, 27 May 2010

"Eu me criei vazia e não soube preencher. Mas sinto que ainda necessitando de distância e tempo pra pensar sozinha, eu quero mesmo é alguém me faça mudar completamente de opinião. Que faça meu corpo querer companhia nos momentos em que minha mente insiste pela solidão. Que faça meu coração lutar contra minha razão que tanto toma conta de mim sem saber se é isso mesmo que eu quero."

[Verônica H.]

Tuesday, 18 May 2010

Dentro de mim mora um anjo que vive do jeito que o diabo gosta

"Meu mundo só tem começo
Meus desejos não têm fim
Trovejo com meus próprios olhos
Tropeço nos meus próprios passos
Vou pelo instinto, sinto
Não conto compassos
Não entro no jogo
Não faço aposta
Dentro de mim mora um anjo que vive
Do jeito que o diabo gosta"

[Ceumar - Meu mundo]

Friday, 14 May 2010

nunca encontrei você em lugar algum

Moro na mesma cidade que você,
frequento os mesmos bares que você,
ando pelas mesmas ruas que você,
mas nunca encontrei você em lugar algum.

Você que tem ouvidos para ouvir,
afinal, tenho tantas estórias para contar.
Você que tem boca para me falar,
afinal, quero tanto ouvir tuas estórias.
Mas o silêncio segue quase que inateravelmente.

Você que tem mãos quentes,
afinal, as minhas estão tão frias.
Você que tem pés quentes,
afinal, os meus dormem solitariamente congelando.

Você que tem olhos,
verdes, azuis, castanhos ou negros,
pequenos, grandes, amendoados ou asiáticos,
afinal, os meus também precisam ver teus olhos.

Você que tem pele,
branca, morena ou negra,
com sardinhas, sinais ou cicatrizes,
afinal, a minha pele necessita da tua para se misturar.

Você que tem fome,
fome de cinema, fome de teatro, fome de bar,
fome de viagens, fome de parque, fome de dancar,
afinal, eu também tenho muita fome.

Você que tem medos,
apreencões, desejos e manias,
preocupacões, sonhos e insônias,
afinal não quero ser a única cheia de loucuras.

Moro no mesmo sonho que você,
frequento as mesmas nuvens que você,
ando pelas mesmas loucuras que você,
mas nunca encontrei você em lugar algum.

[Karla]

Friday, 7 May 2010

Também ainda aposto

Lí esse texto hoje e achei fantástico.


PACTO

Sou um desvairado. Aposto em casamento.

Mergulho em saideiras intermináveis na mesa de bar e apanho porque sou minoria. Meu chope tem colarinho de padre. É enlouquecedor convencer alguém que usa sua experiência. É como se a experiência fosse um argumento incontestável. Já reneguei muita lembrança que não me acrescentou em nada. Nem toda experiência ensina, que mania a de se vangloriar do passado apocalíptico e jogar na cara: eu vivi dois casamentos, sei do que falo. Faz favor, há coisas que vivo que apenas me tiram as palavras. Se alguém tem propriedade no assunto é Thiago de Mello, que casou trinta vezes, mais ninguém. Nem eu.

Amo casamento com todo peso da árvore feminina da família. Torna qualquer detalhe revelador, chance de traficar ternura na necessidade de comprar gás ou arrumar o portão da garagem. Perguntar que horas ela volta é uma preocupação comovente, de quem deseja ficar mais tempo junto. O que são os problemas perto da alegria de poder contá-los para sua mulher? O amor é simples, tão simples que fingimos sabedoria ao dificultá-lo.

Mas os céticos estão em vantagem. Eu é que sou o conservador. Defender uma relação fechada é hoje impronunciável, uma burrice. Acabo calado por vaias e ‘deixa disso’. Pareço um moralista, uma carmelita, um torcedor do América de MG.

Não aguento o pessimismo pré-datado. A gente entrega a indisposição nos medos mais óbvios.

"Se você me trair, promete me contar?"

A questão já coloca a infidelidade como certa. Contar ou não confessar passa a ser o dilema. Não se confia mais na fidelidade, mas somente na franqueza. Vamos adaptando os princípios. O mesmo é resmungar que o homem não é monogâmico, não adianta tentar. É aceitar que ele não tem escolha, de que se trata de um condicionamento biológico, uma maldição darwiniana.

Nem mais encontro vestidos de noiva em vitrine. Até os manequins estão solteiros. Casamento é posto como cativeiro, como subtração de direitos e multiplicação dos deveres. É uma felicidade passageira, de doente terminal. O matrimônio deveria abandonar o contrato. O contrato existe para terminar, resguardar o final e sair ileso. É proteção desde o princípio. Ao embarcar, já estamos reagindo às escolhas do naufrágio.

Casamento mudaria com a adoção do pacto. Isso: pacto! Por que unicamente o mal faz pacto? Um pacto do bem. Sei que há pacto com diabo, mas nunca vi pacto da virtude.

É usar o conhecimento siciliano. No pacto da máfia, realmente funciona a sentença "até que a morte nos separe". É o único lugar que a frase tem sentido. É sangue com sangue, mindinho com mindinho. Não se oferece o indicador de propósito, para valorizar as pequenas causas. A aliança tem que ser o próprio dedo. Não há como tirar o dedo no motel.

O pacto são dois num só apelo, diferente do contrato que é cada um por si. O pacto é palavra, o contrato é letra. A palavra é lembrança, a letra é cobrança. O pacto é confiança, o contrato é obrigação. No contrato, se pode sair a qualquer hora. No pacto, a saída é sempre pela honra.

[Carpinejar]

Monday, 26 April 2010

"A relação costuma terminar quando finalmente nos sentimos seguros dentro do amor." [Carpinejar]

Será?

Wednesday, 14 April 2010

Monday, 12 April 2010

pensamentos...

Eu mesma não me entendo. Às vezes me pego rindo das mesmas piadas, das mesmas estórias e das mesmas lembrancas. Chorando os mesmos rancores, com os mesmos filmes e as mesmas cenas tristes do jornal. Me pego amando o que eu sempre amei e quem eu sempre amei, mas parece que havia esquecido, re-amando pequenos prazeres, pequenos minutos e grandes pessoas. Meus medos estão nos meus sonhos, nos meus dejesos, minhas paixões, escrevo-os num cantinho ou deixo-os guardado na memória parece que para um dia desapareçam. Minhas paixões são minha perdição, onde mais perco e ganho tempo: meus amigos, minha escrita, minha leitura, meus filmes, minhas horas sonhando acordada. Meu caminho que parece que nunca foi claro, nunca teve setas, cheio de flores mas também de pedras, que parecem eternas no meu jardim da vida. Lembro do que quero esquecer e esqueço do que mais devia lembrar, aprendo o desnecessário e nunca aprendo o essencial. Tenho saudades do que não lembro e do que estar por vir. Pareco as vezes andar em círculos, indo pra lugar nenhum, para um dia chegar em algum lugar.

[Karla]

Monday, 15 March 2010

a ligação entre hormônios e arte é indiscutível

"Lá se foi outro romance", dizia o Woody Allen depois de fazer sexo. É antiga a crença de que a energia gasta numa relação sexual diminui a energia criativa do homem – e que portanto impulso sexual represado aumenta a criatividade. Ou seja: abstinência dá boa literatura. Outra crença é que o tesão estimula a mente e a criatividade é um subproduto da libido, e bom sexo também dá bons livros. De qualquer jeito, a ligação entre hormônios e arte seria indiscutível.
[Veríssimo: O sexo e a criatividade]

Tuesday, 2 March 2010

Precisamos viajar...

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”

Amyr Klink

Tuesday, 23 February 2010

Porque eu quero ir morar em Avatar....

Esse fim de semana eu, Lau e Fa fomos ver Avatar no IMAX de Bradford e foi bem legal. Saimos todos do cinema com vontade de morar em Avatar e esquecer esse mundo louco e mesquinho que vivemos...

Saturday, 13 February 2010

"Parado ali no chão, eu sentia que dentro de mim alguma coisa nova estava nascendo".

[Caio F.]

Wednesday, 3 February 2010

I'm fine!


http://www.learnsomethingeveryday.co.uk/

Gosto de gostar

Gosto de saber. Gosto de descobrir o que não sabia. Gosto do saber.
Gosto de gostar, de degustar. Não gosto de não gostar.
Gosto de me sentir viva. Gosto de ser gostada.

Gosto de levantar cedo. Não gosto de ter que levantar cedo. Gosto de viajar sentada no canto do sofá, da cadeira desconfortável do ônibus, na última cadeira da sala de aula, no canto da biblioteca. Gosto de pensar e no pensamento viajar. Gosto de viajar de verdade também.

Gosto de rir incontrolavelmente. Gosto de seriados bobos e das risadas bobas que eles me dão. Não gosto de terror. Não gosto de dormir, e muito menos de acordar. Gosto de acreditar que romance ainda existe, e que uma pessoa pode conseguir fazer tudo mais colorido. Não gosto da realidade.

Gosto da constante mudança interior. Gosto hoje do vermelho, do amarelo e do laranja. Amanhã do preto e do branco. Do arco-íris e da zebra. Gosto de mensagens de texto inesperadas, daquelas que fazem a gente não segurar o sorriso. Gosto do sono que o vinho tinto dá. Não gosto de ficar com os dentes e a boca roxa. Gosto de encontrar alguém que compartilha da mesma loucura.
Gosto de escrever. Gosto de ser reconhecida. Não gosto da minha baixa auto-estima.

Gosto dos museus, do teatro e de cinema. Gosto da arte, da literatura. Não gosto da sensação de não ter tempo de fazer tudo o que queria. Gosto de música. Gosto de poesia. Gosto de música que é poesia. Gosto do Chico, do Vinícius, da Cecília e do Caio. Gosto da Maysa, da Elis, da Bethânia, da Marisa. Gosto da Edith, da Zooey, do Bob, da Regina, do Alexi.

Gosto de chocolate e de goiabada, de morango e de banana, de tapioca e de cuscuz. Mas não gosto de engordar. Gosto de suco de laranja e batatinha frita feita na hora. Gosto de comida vegetariana. Não gosto de carne nem de quem não aceita alguém que não coma carne. Gosto do sol na praia, do frio no abraço, do vento no calor, da chuva com cinema e pipoca. Gosto do escurinho do cinema e gosto da luz no final do filme quando todos disfarçam o quanto choraram.

Gosto de massagens. Gosto de felinos. Gosto do céu azul e da transparência do mar. Não gosto de ter medo. Não gosto do que o medo me impede de fazer. Não gosto de mim perdida. Gosto dos pequenos gestos. Gosto de me calar. Gosto de falar. Gosto de ouvir. Gosto de poder dizer o que penso. Gosto de fazer pensar. Gosto do cheiro da pessoa amada. Gosto do cheiro das rosas. Gosto do cheiro de uma manhã de sol sob uma noite de chuva. Gosto de acreditar nas pessoas mesmo depois de todos já não acreditarem mais umas nas outras. Gosto do som das ondas e dos pássaros. Não gosto de política nem de políticos.

Gosto de estar rodeada de amigos. Gosto de estar sozinha. Não gosto de me sentir sozinha. Gosto de estar ocupada. Não gosto de não ter nada para fazer. Gosto de ter tempo para os amigos. Não gosto de não ter tempo pra mim e pra minha filosofia. Gosto de perfumes, da casa cheia de velas e de incensos. Não gosto de estar longe dos meus amigos. Gosto de ter estado longe da minha família e tê-los assim amado mais. Gosto de dar e receber presentes, passados e futuros.

Gosto de ser surpreendida. Gosto de abraços e de beijos. Gosto ainda mais dos abraços bem apertados e dos beijos bem amados. Gosto da liberdade. Não gosto das injustiças, da violência, da opressão, do abuso do poder. Gosto quando as pessoas são justas. Não gosto de pessoas cheias de certezas. Gosto de recordar o que foi bom. Gosto de rever fotografias antigas. Gosto de ler antigas cartas. Gosto do cheiro dos livros. Gosto de ler. Não gosto de ter que ler. Gosto de banhos intermináveis. Gosto da preguiça. Não gosto de ser preguiçosa. Gosto que a vida sempre se renova. Não gosto do medo do que a vida pode trazer.

Gosto de lembrar-me de todas as coisas que eu gosto.

[Karla]

Monday, 4 January 2010

"We're born alone, we live alone, we die alone. Only through our love and friendship can we create the illusion for the moment that we're not alone."
[Orson Welles]



[this photo was taken last Sunday when I was walking through the Hyde Park, Leeds]